Espiritualidade

Dimensão cristológica e mariana

Nossa espiritualidade é – Cristocêntrica – inspirada em Jesus crucificado e na mulher forte do Evangelho, Maria, que ao pé da cruz é a mulher da esperança e colaboradora na redenção. A devoção a Maria nos empenha a imitá-la na adesão total a vontade do Senhor e na disponibilidade a serviço aos irmãos nas obras da Congregação.

 

Referência da espiritualidade virginiana

A espiritualidade virginiana encontra os seus pontos de referência:

  • Na Palavra de Deus – Santa Virgínia teve contato com a Sagrada Escritura desde criança. Cresceu nutrindo-se da Palavra de Deus. Fez da Sagrada Escritura sua fonte de oração e dela tirava as suas jaculatórias, aspirações, exortações.
  • No Cristo crucificado “A vida de Cristo foi o Mestre de Virgínia, que ela leu muitas vezes, e foi o crucifixo: do qual aprendera, a ser obediente”; meditava continuamente a paixão de seu Deus e em todas as circunstâncias “também se aconselhava com seu crucifixo, com o qual muitas vezes falou com suspiros e com lágrimas, mais do que com palavras”.
  • Na Eucaristia – Centro da sua jornada e de sua vida.
  • Na Devoção a Santíssima Virgem – Santa Virgínia viveu plenamente a expressão “a Jesus por Maria”. Tinha uma confiança ilimitada na Virgem Maria, porque “aqueles que confiam na Mãe da Misericórdia, não tem desilusão”, por isso a invocava frequentemente.

 

Pedagogia de Santa Virgínia

O trabalho realizado por Santa Virgínia em favor dos jovens e das mulheres acolhidas no Refúgio no Monte Calvário revela a luz os critérios formativos por ela adotados para promover o desenvolvimento humano, cultural, moral, espiritual e, se necessário, a recuperação da dignidade, indispensável para uma harmônica maturação da pessoa.

  • Santa Virgínia personificou e ensinou a gratuidade, doou-se sem medida, totalmente, e sem esperar nada, porque “amava e basta” com sua presença acolhedora, com sua escuta atenta e respeitosa, com sua ação empreendedora.
  • Santa Virgínia exercitou uma paciência heroica, colocando em prática o seu propósito de abraçar com paciência e com amor tudo que o Senhor mandar, sabendo esperar, bem sabendo que os processos formativos requerem tempo. A sua paciência, no entanto, não foi fraca ou permissiva.
  • No Monte Calvário uma dimensão muito importante foi a do tempo, que se aprende a valorizar e a empregar de modo construtivo. Intimamente relacionada com a noção de tempo foi a do trabalho, também como antidoto para o ócio: esse qualifica a pessoa diante dos homens, a faz sentir-se útil e lhe permite viver com dignidade. É um trabalho nobre que se faz servindo, por amor a Cristo e ao próximo. O trabalho unido ao exemplo concretiza as palavras e, por conseguinte, a caridade.
  •  Outro valor para o qual Santa Virgínia educara foi para a liberdade interior: liberdade era para ela viver na máxima fidelidade os próprios deveres e normas estabelecidas, mas também, o agir em vista do fim sem deixar-se intimidar pelo julgamento do mundo.
  • Seus interesses resguardavam somente a caridade, pois Deus “é caridade”. Ante a correção e a repressão, a caridade e a justiça nunca se separam. Se a culpa era pública, pública deveria ser a reparação; se a culpa era contra o próximo, a pena que Santa Virgínia impunha, procurava restabelecer a relação fraterna. Elas eram baseadas no respeito pela pessoa, pela sua dignidade intrínseca e por ser a imagem de Cristo encarnado.

 

Servas de Deus FNSMC

No decorrer da história do Congregação, surgiram Irmãs que, por alimentar-se com a seiva vital da espiritualidade e do carisma, se distinguiram cada uma com sua característica própria, enriqueceram o patrimônio espiritual da Congregação e deixaram às coirmãs posteriores, um maravilhoso exemplo de virtude.

Beata Maria Repetto (1809-1890)

Beata Maria Repetto
(1809-1890)

A “Monja Santa” que se tornou referência e atração em toda a cidade de Gênova e fez da portaria do seu convento um parlatório, consultório, lugar de consolação. Ela foi “uma pequena estrela” que brilhou no firmamento da Igreja pela sua vida modesta, humilde, escondida, mas rica no exercício da caridade e por sua devoção a São José.

Venerável Irmã Maria Teresina Zonfrilli (1899-1934)

Venerável Irmã Maria Teresina Zonfrilli
(1899-1934)

A pequena hóstia que, percorreu a via da infância espiritual, fez de sua vida uma oferta de amor e aceitou o sofrimento como reparação pelos pecados dos homens, abandonou-se docilmente à vontade de Deus.

Serva de Deus Irmã Maria Virgínia Zanon (1891-1928)

Foi uma flor escondida, que se santificou com o exato cumprimento do próprio dever e da divina vontade. Transcorreu sua breve existência irradiando entorno a si a luz e a chama da caridade e percorreu o caminho da humildade.

Serva de Deus Irmã Maria Rachele Tararan(1912-1980)

Serva de Deus Irmã Maria Rachele Tararan
(1912-1980)

 

Missionária da esperança, transformou sua doença num serviço de amor aos irmãos, deixando uma fragrância de bondade, que nos convida a olharmos e a unirmos a Jesus Crucificado em todos os acontecimentos da vida, origem e fim de cada pessoa.

 

Rua Hirovo Kaminobo , 787 - Itaquera - SP - CEP: 08260-160 Telefone: (11) 2521-9677